Nossa pesquisa de campo segue em curso

Dando continuidade à nossa pesquisa de campo para a residência OuvidoChão – Cartas Quilombolas, neste fim de semana visitamos alguns espaços culturais nas regiões do Cais do Valongo e Baixada Fluminense.

No sábado, vimos uma exposição sobre a Geografia do Samba, no Museu de Arte do

Rio (MAR); conhecemos o espaço do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN), com quem já combinamos outra visita; e aproveitamos a proximidade para passar no Museu da História e Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), onde vimos exposições de arte contemporânea negra e várias possibilidades de abordagem artística para nossas cartografias.

Já no domingo fomos conhecer a Vila Operária / Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde presenciamos o último dia do evento de grafite e hip hop Meeting of

Favela (MoF) e colhemos informações e contatos sobre territórios negros e quilombolas em Duque de Caxias e Magé.

Esta semana estamos visitando outros espaços para retomar alguns diálogos para fortalecer nossa abordagem. Nesta segunda-feira fizemos contatos e a partir de hoje teremos mais reuniões com instituições do Cais do Valongo, com representantes dos Quilombos de Jacarepaguá, além de nossa reunião semanal de equipe.

Algumas imagens da pesquisa de campo:

Iniciamos nossa residência artística no Rio!

Saudações!

Estamos bastante felizes de anunciar a partir deste nosso diário de bordo o início dos trabalhos do projeto OuvidoChão – Cartas Quilombolas. Nosso primeiro dia oficial de trabalho foi na última segunda-feira (03-12-2018) e começamos nesta primeira semana as sondagens de territórios, fortalecimentos de parcerias, reuniões da equipe de residência e recepção organizada pelo pessoal da ArtSonica, que nos deram as boas vindas apresentando o espaço do LabSonica.

Estamos retomando antigos e fazendo novos contatos com gente bastante interessante, cineclubistas, produtorxs audiovisuais, residentes e diversas pessoas com as quais temos sintonizado diversas frequências sonoras e afetivas. Algumas parcerias criativas já têm sido estabelecidas e muita coisa bacana vem por aí.

No âmbito de nossa pesquisa temos retomado e ampliado leituras sobre os territórios negros da região metropolitana, estudado a viabilidade técnica para as captações e finalizações de som e imagem, amadurecido nosso cronograma de trabalho a partir do contato e visitação de instituições e territórios, além da elaboração desta plataforma, que fará a socialização de nossa caminhada em terras fluminenses.

Abaixo temos algumas imagens de nossa visita à Casa da Tia Ciata (matriarca do samba).  Na última terça-feira falamos com sua bisneta, representante do espaço, com quem devemos aprofundar possibilidades de abordagem sobre a região do Cais do Valongo. Em breve traremos mais novidades sobre o processo de pesquisa e elaboração do nosso ambiente sonoro, instalação transmídia que comporá uma exposição junto às nove outras residências da ArtSonica. Continuem nos acompanhando!