OuvidoChão Semana III: esboços e experimentos criativos!

Gabriel Muniz, Vitória Cribb, Negalê Jones

Saudações!

A equipe de OuvidoChão – Cartas Quilombolas entra na terceira semana de residência animada para experimentar possibilidades estéticas e tecnológicas. A partir de encontros e vivências que temos participado, trocamos ideias com artistas negros aqui do Rio, com os quais iremos combinar novas reuniões para pensar, além das nossas cartografias sonoras de territórios negros, outras propostas de trabalho coletivo.

No domingo participamos da oficina Plantas e Circuitos, facilitada por Negalê Jones durante o evento Oi Conexidades. Lá também encontramos a artista visual Vitória Cribb, com quem já vínhamos fazendo contato. Conversamos com os dois para propor uma parceria criativa na elaboração estética e desenvolvimento tecnológico a partir de seus trabalhos com eletrônica e realidade aumentada no contexto da produção artística.

Ouça abaixo a sonoridade que tiramos de algumas plantas:

 

Estivemos em Jacarepaguá na segunda-feira para conhecer o território do Camorim, onde existe um quilombo de mesmo nome. Fomos recebidos por um morador local, Luiz Paulo, que trabalha com geografia e roteiros culturais na região. Ele nos apresentou bastante informações sobre  a formação histórica, geográfica e cultural da região de Jacarepaguá, aprofundando-se na presença e importância social e política das pessoas negras escravizadas e de sua descendência, ainda forte no território.

A partir destas vivências, nesses últimos dias temos pensado de forma cada vez mais concreta nosso recorte e abordagem em termos de forma e conteúdo. Até a sexta-feira teremos encontros internos dos residentes, com as parcerias e com nossa mentora Diane Lima. Esboçaremos um planejamento de captações de som e imagem com recortes geográficos e temáticos no intuito de organizar o roteiro para coleta dos conteúdos e construção estética de nossa obra. Em breve traremos mais novidades!

 

Encontros, parcerias, achados e ideias para as cartas quilombolas!

Os nossos residentes Irla e Gabriel; ao centro Gracy, bisneta da Tia Ciata.

Salve salve!

Esta semana tivemos atividades bastante ricas para o desenvolvimento da nossa ArtSonica Residência Artística OuvidoChão – Caras Quilombolas. Tivemos diversos encontros, firmamos parcerias, encontramos diversas referências que trarão ótimas possibilidades de abordagem para nossa cartografia.

Na terça nos reunimos e entramos em acordo de parceria criativa com o pessoal da Casa da Tia Ciata e do IPN. Devemos aprofundar a relação com o território participando e registrando algumas das atividades promovidas por estas instituições, na região do Cais do Valongo.

Já na quarta-feira fomos em Jacarepaguá conversar com pessoas ligadas aos territórios negros e quilombos da região. Combinamos para a próxima semana um outro encontro, onde faremos um percurso histórico, geográfico e cultural nestes espaços, também fazendo captações de som e imagem.

A quinta-feira foi de pesquisa diretamente no Arquivo Nacional, onde procuramos principamente por registros sonoros e cartográficos destes territórios. Ainda devemos fazer mais visitas, para filtrar melhor todas as referências. Encontramos nestes dias muitas obras que irão contribuir em nossa elaboração do projeto da obra, que deve acontecer nesta próxima semana.

E hoje ainda devemos participar da Roda de Samba da Cabaça, evento organizado pela Casa da Tia Ciata, continuidade da tradição iniciada pela matriarca do Samba. Semana que vem temos mais pesquisa e produção. Até lá!

Nossa pesquisa de campo segue em curso

Dando continuidade à nossa pesquisa de campo para a residência OuvidoChão – Cartas Quilombolas, neste fim de semana visitamos alguns espaços culturais nas regiões do Cais do Valongo e Baixada Fluminense.

No sábado, vimos uma exposição sobre a Geografia do Samba, no Museu de Arte do

Rio (MAR); conhecemos o espaço do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN), com quem já combinamos outra visita; e aproveitamos a proximidade para passar no Museu da História e Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), onde vimos exposições de arte contemporânea negra e várias possibilidades de abordagem artística para nossas cartografias.

Já no domingo fomos conhecer a Vila Operária / Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde presenciamos o último dia do evento de grafite e hip hop Meeting of

Favela (MoF) e colhemos informações e contatos sobre territórios negros e quilombolas em Duque de Caxias e Magé.

Esta semana estamos visitando outros espaços para retomar alguns diálogos para fortalecer nossa abordagem. Nesta segunda-feira fizemos contatos e a partir de hoje teremos mais reuniões com instituições do Cais do Valongo, com representantes dos Quilombos de Jacarepaguá, além de nossa reunião semanal de equipe.

Algumas imagens da pesquisa de campo:

Iniciamos nossa residência artística no Rio!

Saudações!

Estamos bastante felizes de anunciar a partir deste nosso diário de bordo o início dos trabalhos do projeto OuvidoChão – Cartas Quilombolas. Nosso primeiro dia oficial de trabalho foi na última segunda-feira (03-12-2018) e começamos nesta primeira semana as sondagens de territórios, fortalecimentos de parcerias, reuniões da equipe de residência e recepção organizada pelo pessoal da ArtSonica, que nos deram as boas vindas apresentando o espaço do LabSonica.

Estamos retomando antigos e fazendo novos contatos com gente bastante interessante, cineclubistas, produtorxs audiovisuais, residentes e diversas pessoas com as quais temos sintonizado diversas frequências sonoras e afetivas. Algumas parcerias criativas já têm sido estabelecidas e muita coisa bacana vem por aí.

No âmbito de nossa pesquisa temos retomado e ampliado leituras sobre os territórios negros da região metropolitana, estudado a viabilidade técnica para as captações e finalizações de som e imagem, amadurecido nosso cronograma de trabalho a partir do contato e visitação de instituições e territórios, além da elaboração desta plataforma, que fará a socialização de nossa caminhada em terras fluminenses.

Abaixo temos algumas imagens de nossa visita à Casa da Tia Ciata (matriarca do samba).  Na última terça-feira falamos com sua bisneta, representante do espaço, com quem devemos aprofundar possibilidades de abordagem sobre a região do Cais do Valongo. Em breve traremos mais novidades sobre o processo de pesquisa e elaboração do nosso ambiente sonoro, instalação transmídia que comporá uma exposição junto às nove outras residências da ArtSonica. Continuem nos acompanhando!